Call me by your name

"Call me by your name" eu compreendi como um poema acerca do amor livre. É um filme com um ritmo singular, uma coreografia suave de imagens, atuações impecáveis de todos os atores, o que não é tão comum no cinema de "modelos" hoje em dia e um levíssimo plot twist que talvez nem possa ser classificado como tal, mas que mesmo assim rouba a cena na majestosa atuação de Michael Stuhlbarg (talvez já repetida desse ator, nos trejeitos, mas que deu muito certo aqui). O diretor Luca Guadagnino me pareceu que conseguiu dar uma identidade geral ao filme de forma muito própria, porque o filme soa americano e italiano ao mesmo tempo no estilo. Tive a impressão de que é um tapa de luvas na homofobia que se reinventou em nossos dias.
Talvez a única coisa clichê seja o universo pequeno-burguês.
É difícil identificar o conflito rapidamente e isso não deixa de ser um mérito da obra. Filme mais bonito que vi da lista que orbita o Oscar desse ano.
Recomendo vivamente.
Nota: 9,0



Comentários

  1. Gostei da forma narrativa ,,da deliciosa languidez da paisagem..nos convidando o tempo todo ao deleite...quanto a temática principal...não sei se porque já vi muitos filmes a respeito....dos quais um que achei bastante semelhante foi Hawai...mas não me trouxe novidades

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, eu tambem gostei bastante desse filme.

      Excluir
    2. Muito obrigado pelo comentário, Carla.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Filmes muito legais da Netflix

I, Tonya (EUA, 2017)

“A Jaula De Ouro” na Cinemateca domingo (25-02) 15h