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Aura do "Encouraçado Potemkin"

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A Aura do "Encouraçado Potemkin" Acabamos de assistir no CineFilosofia do Colégio Poty o clássico Encouraçado Potemkin do diretor russo Eisenstein. Ontem havíamos assistido "Um homem com uma câmera" do Vertov e nossa reflexão estava voltada para saber se aquilo é arte ou propaganda em prol do regime soviético. Escrito desse jeito pode parecer um tanto desarticulada a questão, mas lemos "A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica", onde Walter Benjamin apresenta um "conceito" de aura e tambem reflete acerca da polêmica envolvendo Pintura vs Fotografia no século XIX e que foi substituída por uma ainda mais violenta entre Cinema vs Arte no século XX. Pensando sob esse prisma cabia buscar nos primeiros filmes exemplos de cinema considerado arte autônoma, algum de tipo de confirmação para essa tese. Nada desautoriza a falar do cinema como propaganda (nazista, comunista e, notadamente, capitalista), inclusive a partir dos filmes citados. En…

The Handmaids Tale

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O episódio 3 de The Handmaids Tale tem uma trilha sonora magnífica! 

Aliás a série já está nas minhas top 5 do ano. É a terceira que vejo abordando uma "perspectiva da mulher" na sociedade (a primeira foi Big Little Lies, e a segunda Feud) embora os aspetos totalitários da distopia proposta possam ser aplicados à outros setores, mais facilmente inclusive, como os pobres e os excluídos em geral. 

Muito boa essa série e muito excelente a trilha sonora!

Algumas críticas de minha parte referem-se ao aspecto excessivamente clean da filmagem e das cenas, esses filtros contemporâneos estilo instagram. Não deixa de ser um apelo pop.

Jay Reatard tocado no final do episódio 3.
https://youtu.be/k51zy00GeIU

Série Feud

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Terminei de ver FEUD ontem. Devo dizer que num certo momento enche o saco essas divas e suas poses, suas intriguinhas, mas ao fim e ao cabo, a gente se emociona um cadinho com o "fim" delas, com o contraste de lixo e luxo que parece permear suas vidas. A série mantem um bom nível, não é tempo perdido e, em meio a tanta bobagem das séries atuais, é um ponto alto. Às vezes, parece militar explicitamente (raros momentos) no feminismo e isso pode soar apelativo. Porém se colocarmos algumas falas pontuais das protagonistas no contexto de machismo muito bem elaborado pelo documentário "E a mulher criou Hollywood" (2015) que descreve a evolução da mulher nos postos de trabalho da indústria cinematográfica, a situação torna-se mais compreensível. Joan Crawford rejeitou estrelar um filme em que seria dirigida por uma mulher, e o curioso é que ela diz que não é o fato de ser mulher que motiva essa rejeição, mas o fato de "ser uma ninguém". Para refletir. Bette e Jo…